Desenhar é um Dom, ou um modo de ver?


                    Carlos Silva
Se queremos desenvolver o Hemisfério Direito do Cérebro, devemos realizar tarefas lentas que contrariem o H.Esquerdo, pois ele não gosta deste tipo de atividades, por exemplo o Desenho. Uma das formas de driblar sua intervenção é justamente contrariá-lo, assim ele deixará o campo livre, não dispensando atenção à uma tarefa da qual ele não se agrada, e essa será a primeira condição para você poder se conectar ao H.Direito.

O H.Esquerdo do cérebro controla a fala e por ele ser mais rápido com sua “tagarelice mental” nos convence rapidamente. O outro lado, o H.Direito, atrelado aos sentimentos, é mais lento para reagir, logo, acaba sendo abafado em suas pretensões. Desta maneira, o poder do lado esquerdo se alicerça, cada vez mais a cada dia que passa. Ele é responsável por manter uma programação mecânica de hábitos, onde se misturam a imaginação negativa, os preconceitos, os medos, as limitações. Enfim, ele mantém uma rede, desenvolvida pela própria mente, tão densa que às vezes a verdadeira realidade nos parece oculta e inacessível. É assim que o ser humano vai limitando o seu campo de ação aos hábitos corriqueiros do dia a dia. Ele, o H.Esquerdo, acaba enquadrando sua vida conduzindo-o a não sensibilidade.

Então, começamos a compreender como tarefas próprias de serem executadas pelo lado emocional, as de desenhar por exemplo, são atrofiadas pela incompetência do cérebro esquerdo que invade o território do outro lado cerebral, levando as pessoas à frustração e a culparem-se por uma inabilidade aparente, acabando por expressar com desagrado a típica manifestação : NÃO TENHO DOM!.

Como podemos verificar, não se trata de uma questão de "DOM", e sim de uma forma de "VER" diferente.

VER diferente é “VER NÃO FOCALIZADO”, é ver os espaços na sua plenitude, configurados por linhas que ao estarem vazios, nos dá a possibilidade de criar inúmeras formas. Eis a criatividade, a liberdade …. Então exercitamos no papel o que podemos realizar dentro de nós. Uma parte em nós não deseja mudanças, porém, o outro lado nos incita à liberdade, à expansão.

Se trabalhamos o outro lado do Cérebro poderemos crescer, fazer mudanças permanentes que nos tragam bem estar e felicidade, porém, uma dica:

Devemos ABSTRAIR-NOS do nome das coisas, exercitando a abstração, olhando como O OBSERVADOR (que vê de fora) o faria, pois é ele quem "VÊ" diferente e não a personalidade atrelada ao lado mecânico do H.Esquerdo. Assim, temos possibilidades de descobrir aquilo que está escondido em nós, aquilo que é essencial para nós; é a Ele que chamaremos de Artista Interior (O Grande Observador).

Antes de concluir esta parte, darei ainda algumas recomendações para se obter sucesso nesta experiência com o lado direito. Diariamente devemos destinar pelo menos cinco minuto para mentalizar a presença do “O Grande Observador”, bem como seu poder e sua força e quando desenhamos é a Ele que nós invocamos, confiando que tudo dará certo.

Como? É fácil! Pois é Ele quem desenha - nós apenas permitimos fazer.

REFLEXÕES

Portanto, antes de realizar um exercício devemos refletir e observar o nosso mundo interior, o estado interno, a emoção, e perguntar-mo-nos:

Qual é o nosso estado de ânimo?
O que sentimos? Medo?
A folha em branco nos apavora?
Por onde começamos?
Sentimos que nos perdemos?
De que e de quem?
É hora de revisar as convicções internas erradicando posturas limitadas do tipo “não posso”, não devo”, "será"............
A mentalidade positiva presente o tempo todo é o grande, porém simples segredo.

Uma última observação antes de começar:

Três princípios devem guiar você durante todo o exercício, são eles:

Focalize o desenho-modelo, fite-o como se o acariciasse com os olhos e com as mãos. Entre nele, ele tem que enxergar você, assim o seu Artista Interior entrará em ação, você poderá sentir e verificá-lo.
Alto Nível de Vibração, durante o exercício procure ter um alto nível de vibração, e assim fará melhor e da melhor maneira, porque muitas obras famosas foram apenas exercícios bem feitos. Surge então, um novo conceito de beleza, que não se importa apenas com os resultados e sim com o fato de se fazer bem feito, como a natureza o faz.
Reflita, sobre o porquê da escolha de determinado desenho. Pergunte-se porque desenhamos tal ou qual coisa. Então descobrirá que não é mais uma cópia mecânica. Agora sabemos o porquê. Então uma sabedoria começa a nascer em nós.
Para fazer este exercício é bom estar acompanhado de uma folha em branco ao lado da do desenho para descrever o que se está sentindo à nível emocional.

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Autor Carlos Silva

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